um por todos, todos por um


Entre ontem e hoje, juntamente com familiares e amigos levámos mais de 800 garrafas de água e mais de 100 barritas de cereais à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cascais

Entre ontem e hoje muitos amigos e conhecidos espalhados pelo país foram deixar o seu donativo no quartel de bombeiros da sua região. 

Entre ontem e hoje vi bombeiros genuinamente agradecidos e surpreendidos pelo movimento de cidadãos que decidiu aparecer no quartel, mostrando que não estão adormecidos, que não se limitam a comentar as notícias, que se lembraram que os bombeiros são pessoas como todos nós. Acredito que só entre ontem e hoje muita gente, eu incluída, parou para pensar no que significa ser bombeiro voluntário. Só entre ontem e hoje olhei um bombeiro nos olhos e lhe vi a fragilidade humana, coberta por um corpo forte e um fato incrivelmente quente para o calor que se faz sentir.

Entre ontem e hoje muitas foram as partilhas pelas redes sociais alertando para o facto de os bombeiros estarem a aceitar garrafas de água, barras de cereais, bolachas e fruta e isso, acredito, teve efeito imediato. Em pouco tempo, pelo país inteiro, os quartéis de bombeiros começaram a receber - e muito bem! - visitantes desejosos de ajudar. 

E se venho aqui mostrar o que fizemos é somente para que esta corrente continue, na esperança de inspirar alguém a fazer o mesmo. Porque - acreditem -  juntos somos muitos. E todos somos o país que temos.


terra casa filha mãe

terra

terra

Como é que se escreve a um amigo a quem não dizemos nada há muito? Assim, de coração nas mãos (como sempre faço), na esperança de recuperar aquilo que tínhamos e de continuar a caminhar perto um do outro.

Venho aqui dizer que não me fui embora e que pretendo ficar. Sou de ficar. Mas os dias, embora a meu ritmo, chamam-me para todo o lado e à noite, quando gosto de escrever, caio no sofá e as palavras adormecem junto comigo.

Há muito para fazer, para partilhar, para sentir e eu não sou de desistir! Até breve!

wwkpd 2016 em Cascais

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No passado sábado foi dia mundial de tricotar em público e a minha terra participou! Dezenas de pessoas apareceram para tricotar na rua, em frente à The Craft Company. As tricotadeiras de Oeiras, as Tricomania em Cascais, o Knitted by Macho Men e tantos outros apareceram de agulhas na mão! Foi uma festa, um exemplo de como podemos mudar tanto no mundo, de como a vida pode ser simples e descomplicada quando quebramos barreiras e fazemos aquilo de que gostamos. 
Ali, sentada à porta da loja, acompanhada por pessoas com um interesse em comum, mais que isso, com um amor comum, percebi o quanto a cidade foi retirando ao cidadão enquanto este se foi fechando em si e na sua correria diária. Porque é que já não nos sentamos à porta de casa ao fim do dia com os vizinhos? Será pelo mesmo motivo que os nossos filhos já não sabem o que é estar na rua com os amigos, mesmo sem nada para fazer? 
O que tenho aprendido é que basta dar o primeiro passo. No meu caso, descobri que Cascais tem gente muito interessante. E isso faz-me tão mais feliz que começo a tratá-la como sendo a minha terra!

Papoila

Papoila Papoila Papoila Papoila Papoila Papoila

Interpretar os sentimentos de quem quer dar algo único a alguém muito especial e dizê-lo assim, num silêncio puro, cheio de vida, cheio de sonho, cheio de Humanidade, eterno.

Esta é a primeira de muitas bonecas que espero vir a fazer. Estava desejosa de poder experimentar expressões faciais e penteados, um novo desafio, um novo universo! Aqui usei lã Dona Maria para o cabelo, uma mistura de merino e seda, muito macia e bonita. Não podia estar mais satisfeita.

Feita com toda a minha atenção e tempo, boa vontade e exigência por um trabalho de excelência resta-me esperar que seja bem recebida e acarinhada e que dure, se possível, uma vida inteira pois é com essa intenção que é feita.


milagres na varanda

na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda

A varanda não é grande, consigo dar quatro passos largos de uma parede à outra. Mas o que lá acontece, neste momento, é tanto que quem a vê fica de boca aberta. Principalmente aqueles que não estão habituados a ver crescer o seu alimento (ou qualquer alimento!) ficam verdadeiramente confusos. Como pode ser tão fácil? Então a comida cresce assim, num vaso, em poucos dias? Sim! É das coisas mais fáceis e básicas que o ser humano pode e deve fazer! E mesmo não tendo varanda, há sempre um parapeito de uma janela ou uns vasos dentro de casa onde a luz solar, água e vontade de melhorar a vida chegam. 
Na verdade, é tão fácil e básico que uma criança consegue tomar conta de grande parte do processo. Na verdade, é tão fácil e básico que torna o facto de existir fome no nosso país ainda mais intolerável. 
Temos comido alface todos os dias há quase dois meses. E só tenho seis pés de alface. Seis pés de alface tem chegado para alimentar uma família de quatro pessoas (que adoram alface!). Como? Vamos retirando uma ou duas folhas de cada uma e elas continuam a crescer, sempre bonitas! A natureza é assim!
Chamem-me ingénua mas eu acredito em milagres. Faço questão de acreditar neles e de os proporcionar. Por vezes dão trabalho mas os frutos são uma maravilha.

work in progress

wip wip wip

Há muito que queria embarcar numa nova aventura. Sonhava com cabeleiras fartas e traços humanos e as suas infinitas possibilidades. Infinitas possibilidades. 
Contar a história que cá vai dentro, a minha história, real e sonhada - porque todos somos realidade e sonho, um conto íntimo que ganha asas e voa.
Ainda estou a trabalhar nela mas aos poucos vejo-a ganhar forma. E ela olha-me e diz-me o mesmo. 

Entretanto, a LeCool diz que sou uma dos 100 lisboetas a conhecer. A verdade é que quem segue este blogue há 8 anos já me conhece razoavelmente bem ;)

da camisa do irmão

reciclar reciclar reciclar

Reciclar roupa é das minhas coisas preferidas de fazer. Porque não gosto de deitar fora algo que ainda tem muito para dar, porque gosto de puxar pelas ideias, porque adoro transformar. Porque, verdade seja dita, a sociedade em que vivemos é obcecada por deitar fora e eu, mais uma vez, discordo. Sabe bem e é necessário mas muitas vezes o deitar fora é um acto mecânico de quem deixou de saber fazer e se habituou a chamar lixo às coisas. A mim custa-me deitar fora um frasco de vidro, quanto mais uma camisa em bom estado.
Olhando para ela aqui assim, acho que é capaz de ter ficado com ar de bata. Mas que importa? Que se encha de terra, tinta e plasticina, que é tudo o que uma mãe pode desejar à sua filha de quatro anos, artista de alma e coração. 

-" Os artistas podem sujar-se, mãe!" 
-" Podem e devem, filha."



Monster High, por senhorita Alecrim

Monster High,
por senhorita Alecrim

(Não é desenho animado que passe cá por casa nem é nome que se consiga dizer em língua estrangeira aos quatro anos de idade mas a sua persistência foi tal que acabei por descobrir quem era afinal a musa de que tanto falava. Ela gosta é de monstros, de bruxas e de lobos maus. )